O Comentário Correto diz: o Nove no início possui a virtude yang e firme, estando à frente de todo o hexagrama. Sendo firme, não se cega diante dos primeiros presságios; estando à frente, possui discernimento prévio.
Por isso, habitando o início do estrondo e do espanto, sabe cultivar a si mesmo através do temor e alcançar o que é propício; donde se diz: «A comoção sobrevém com pavor, depois risos e palavras soam serenos: boa fortuna».
Estas duas frases do texto da linha são idênticas ao texto do hexagrama, e a explicação do Comentário da Imagem não difere da do Julgamento.
O hexagrama enfatiza o mérito de sua autoridade imponente, que comove os seres pelo respeito atraindo a ventura; a linha trata daquele que, encontrando o tremor, teme, corrige a si mesmo e alcança a bênção.
O hexagrama contempla o efeito da comoção sobre os homens; a linha apoia-se no homem que enfrenta o tremor majestoso. Embora o ponto de vista divirja, a essência do fato é a mesma.
Por isso, os enunciados da linha e do hexagrama coincidem em sua raiz, à semelhança do Nove no início do hexagrama A dificuldade no início (alt: Zhūn), onde tanto o hexagrama quanto a linha proclamam que «é propício estabelecer príncipes feudais».
O hexagrama indica genericamente que, na época das dificuldades iniciais, convém estabelecer governantes; e a linha mostra aquele que, sendo nobre, sabe humilhar-se perante os humildes, constituindo a pessoa apta para tal investidura.
O Nove no início de A comoção (trovão) (alt: Zhèn) pertence a essa mesma categoria.